quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nota comando de greve dos estudantes de Ciências Sociais da USP

video


Nos colocamos ao lado dos trabalhadores da USP e da maioria universitária


Na sexta-feira, dia 19/06, alguns estudantes ligados ao CDIE entre outros grupos do tipo, foram à Assembléia do Sintusp para organizar um suposto pic-nic no Sintusp como uma ocupação de uma hora do Sindicato de Trabalhadores da USP. Certamente estes estudantes não dizem e não mostram em seus filmes que parte de seus “pacíficos” manifestantes portavam cartazes durante a assembléia de trabalhadores com os dizeres: “chupa Brandão”, “fora Brandão”, “morte a Brandão”. Estes organizaram um ato na praça do relógio no começo da noite e um setor deste grupo ainda ameaçava ir ao Sintusp para algum tipo de ação contra o Sindicato.
Nós, estudantes de Ciência Sociais, reunidos no comando de greve de nosso curso, no dia 22/06, repudiamos a ação destes grupos de direita em nossa universidade, assim como já nos manifestamos anteriormente em assembléias de nosso curso, e nos colocamos ao lado dos trabalhadores da USP e da maioria universitária contra grupos direitistas deste caráter que prontamente colocam-se ativamente contra a liberdade de organização e expressão dos trabalhadores da USP. Rechaçamos o uso indiscriminado da fórmula democracia que, para estes, significa: a polícia na USP para reprimir a organização polícia e sindical de estudantes e trabalhadores e ameaças de agressão e morte a Claudionor Brandão.
Não deixamos esquecer que parte destes estudantes foram os que fizeram o vídeo Sintusp Wars, tentando demonizar trabalhadores da USP que historicamente lutam pela universidade pública, gratuita e de qualidade, contra a terceirização do trabalho na USP e por melhores condições de trabalho e ensino. Outros ainda são os que juntaram-se numa manifestação agressiva e machista contra uma sindicalista, mulher, do Sintusp, durante um ato votado em assembléia de trabalhadores, ocorrido na Poli em 2007. Outros destes foram os que, de forma bastante autoritária, arrancaram crafts e cadeiraços do prédio da História e Geografia, ambos discutidos e aprovados por ampla maioria nas assembléias de base. Outros que, há poucas semanas, entraram no DCE Livre da USP e quebraram uma de suas portas de vidro. E outros, como o estudante da Faculdade de Direito da USP, Renato Gallotti Sant’Ana, que jogaram garrafas de vidro, ovos e outros objetos do 12º andar de um prédio da esquina da Av. Paulista com a Av. Brigadeiro Luiz Antônio, enquanto estudantes, funcionários e professores manifestavam-se num grande ato democrático contra a PM na USP e por “Fora Suely”.
Estes estudantes são hoje via de transmissão das políticas elitistas e repressivas de Serra e Suely na universidade e por trás deles estão figuras como Reinaldos Azevedos, tucanos, organismos institucionais da FEA-USP e a própria polícia. Aliás, como poderia ser feito um boletim de ocorrência de um dos estudantes deste grupo, da Faculdade de História da USP, alegando agressões, espancamentos e pauladas após a discussão com estudantes grevistas na sexta-feira a noite, quando não houve nenhuma ação deste tipo? Não por menos gritavam : “viva a PM na USP” junto a “fora Brandão vai já pro camburão”.
A normalidade acadêmica, a atual estrutura de poder da USP e a presença da polícia no campus estão ao lado destes estudantes que coadunam com o projeto de universidade pautado pela lógica do mercado, projeto este ativo em manter os atuais privilégios de uma classe sobre a maioria da população e dos trabalhadores.
Por todos estes motivos queremos deixar claro que muitos destes que hoje reivindicam uma suposta liberdade de expressão são os mesmos que coagem trabalhadores da USP, que disseminam uma ideologia não por acaso anti-operária na universidade e mais do que antidemocrática. Neste comando de greve, após o ocorrido de sexta-feira na USP, prontificamo-nos na defesa da liberdade de organização e expressão do movimento de greve assim como colocamo-nos ao lado dos trabalhadores da USP contra toda a ameaça ou agressão que podem sofrer, física ou de pequenos atentados ao Sindicato dos Trabalhadores da USP, assim como ao DCE Livre da USP.
Responsabilizamos a Reitoria e o governo do estado de São Paulo por qualquer atentado deste tipo na USP e rechaçamos o papel que a grande mídia vem cumprindo em insuflar movimentos direitistas de alguns estudantes nesta universidade.

COMANDO DE GREVE DOS ESTUDANTS DA CIÊNCIAS SOCIAIS DA USP
22/06/2009


12 comentários:

  1. assim é melhor. Comentários sanitarizados.
    Meu, acreditar em bravatas de adolescentes é a mesma coisa que pedir para a sociedade acreditar nas bravatas de vocês, não?

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  2. Entendi. Pelo vídeo, que é até engraçado, a discussão foi ganha pelo lado que apresentou superioridade numérica. E, o horror, "gritavam palavras de ordem contra a greve e exigiam a prisão dos trabalhadores".

    Os caras tão RINDO no vídeo!! RINDO. Você exigir a morte de alguém rindo não se chama, por acaso, ironia? Aliás, na verdade, pareceu mesmo uma paródia! É isso. Uma paródia.

    Foi isso que irritou tanto?

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  3. Acho que estarem rindo e motivo de preocupação ainda maior. Mostra como essas pessoas não levam a sério nem sequer a posição política que estão assumindo. É tipo "eu não to nem aí pra esses porras que ficam fazendo bagunça e atrapalhando a minha vida". Podem ser demitidos, pode haver processos contra trabalhadores e estudantes por motivo de manifestação política, pode a PM entrar, correr atrás desse povo e jogar bombas dentro do prédio, depois de o pessoal já estar encurralado, sendo as pessoas obrigadas a cheirar gás de pimenta, e por conta disso muitos desmaiarem (obs.: não importa que tenha muita gente séria defendendo a educação pública sofrendo essas conseqüências). As pessoas continuam rindo. Da mesma forma como não importa que trabalhadores miseráveis morram pela polícia lutando pela Reforma Agrária. Principalmente no estágio que está o ódio ao MST difundido pela mídia hoje, acredite, tem gente que ri de cisas assim...

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  4. ai ai,
    tem que trazer papel e caneta? Provavelmente você leu Michel Foucault, não? Bom, vamos lá:

    O poder na perspectiva foucaltiana não é mais concebido como estando a serviço de um grupo enquanto classe (dominante) contra outro grupo ou classe (dominada), constituídos previamente. Ao empreender a analise das relações de poder, o pensador francês considera que tais relações estariam disseminadas em todas as relações sociais, de modo que não haveria uma esfera específica na qual começaria ou terminaria a atuação de poderes oblíquos – étnica, classista, familiar, midiática, política ou econômica (GARCIA-CANCLINI, 1997).

    Enfim, em linhas muito gerais isso quer dizer que a Reitoria precisa existir, a PM precisa ser chamada e os trabalhadores precisam morrer para você(s) existir(em).

    Parece terrível, não? Só ver o seu texto. Você fala de acontecimentos sem causa ulterior. O processo de perseguição foi tão sinistro que atuaram deliberadamente sobre inocentes. Então, nunca houve excessos por parte dos trabalhadores e dos estudantes, porque, pela lógica apresentada (unilateral), só há um lado certo: o de aparênia mais frágil.

    A paródia dos anti-greve só faz reafirmar vocês, seguindo a lógica do mestre-escravo. Assim, é preciso calar -mesmo à força- como, vamos tomar como hipótese, fizeram com vocês. Assim, se afirmam como senhores e validam sua verdade. Retro-alimentando o círculo.

    Ocupar a reitoria também é parte deste ciclo. Ou não foi uma sensação de gozo ficar no espaço de poder por tanto tempo? hummm hummm

    Outra coisa, me conte quanto o "hoje" é pior que ontem. Desde as tragédias gregas que o hoje é pior que ontem. E já se passaram milhares de anos. Literalmente.

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  5. piquete e trancaço não são atitudes autoritárias?

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  6. enquanto funcionária quero agradecer aos estudantes da sociais que fizeram esse manisfesto. Se por um lado sofremos a opressão de vários setores na usp inclusive estudantes que nos chamam de vagabundos e chamam a polícia para nos prender. Temos por outro lado os estudantes concientes com a luta de classes e isso gratifica muito, vocês merecem todo o nosso apreço e respeito.

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  7. Nossa, o cara que mandou o Foucault aqui viajou geral! Velho, Vai ser burro assim na PQP, serio, enviesou total o Foucault, num tem absolutamente nada a ver com o que vc falou!

    Vc cita GARCAIU-CANCLINI e depois solta a groselha:
    Enfim, em linhas muito gerais isso quer dizer que a Reitoria precisa existir, a PM precisa ser chamada e os trabalhadores precisam morrer para você(s) existir(em).

    Auhauhauahuahuaha! Que comédia. Lembro-te que uma das atividades favoritas do filósofo frances era arrancar paralelepipedos das ruas de Paris para lançar em policiais, além de organizar o grupo de apoio e discussao dos presos, etc etc...

    Cara, vc nasceu hj? Recomendo o Consversaçoes, seu quiser entender melhor Foucault. E, alem disso, para de citar comentador, ta? Vai no original.

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  8. Olá, xirú.
    Se groselhei e não citei o original, então me diga onde o pensamento do post está errado ou furado logicamente. Vc postou uma ação do Foucault, não a motivação. Posso ir tacar pedras na PM e estar justamente do lado deles (da PM), para atiçar uma reação maior e usar isto politicamente.

    De qualquer maneira, continuo validando o que pensei. Me diga quais são seus projetos sociais e os do Sintusp. Se querem realmente uma libertação dos trabalhadores, deveriam agir nesta direção. Nunca vi um só papel do Sintusp oferecendo serviços sociais. A greve vai acabar e vou continuar a não ver qualquer movimento de conscientização ou de melhora de vida dos trabalhadores e estudantes. Neste sentido que digo que vcs não podem libertar os trabalhadores nem os estudantes, pq, uma vez libertos, vão pensar por si mesmos e... o que acontecerá?

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  9. Aliás, pensando bem. Seus argumentos foram todos ad hominem. E vc também não citou nada do original (além de um título).

    Por favor, refute meus argumentos com idéias. Suas ou as "originais" de qualquer pensador de preferência.

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  10. é Draconar mas ele não é capaz de refutar argumentos com idéias, a ñ ser q se considere "fascista", "fascistóide de extrema direita", "alienado", de argumento, o pessoal do sintusp é assim msm, a cabeça é só cabide pra boné.
    agora ñ entendi pq esse xirú ñ foi falar pro Brandão o qto foi ridículo ele falando q a guerra entre palestinos e judeus é de classes e ñ étinica, pq ele ficou quietinho ness ocasião, será q tava lá aplaudindo o Brandão tbm, são questões q provavelmente ficarão sem resposta, ou serão respondidas com os "argumentos" sempre usados por eles.

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  11. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    os caras são foda msm, eles ñ têm vergonha de falar q estão com a maioria universitária, se são maioria msm pq ñ houvem todos os estudantes qdo vão tomar a decisão de greve, pq ñ fazem votação em urnas na universidade, ou pela internet. Vão argumentar q o debate se faz na assembléia, mas mto me admira pessoas q usam deste argumento vir cobrar democracia, ou será q ficariam satisfeitos em ter direito a voto se pudesse perder todo o tempo q alguns desocupados estão dispostos a perder em assembléias, se o governo fizesse isso será q eles apoiariam? acho q provavelmente, já q eles agem desta forma. Isso sem contar a arrogância de uma atitude destas, considerando o debate organizado pelo DCE como única local confiável para formação de opinião, é apenas minha opinião mas novamente ñ acho isso mto democrático.
    Além disso as assembléias excluem mtos estudantes q querem se formar, mtos parecem querer tornar-se políticos, e têm de estudar, ou q estão fazendo estágio, ou q tem q trabalhar pra se manter na faculdade, e o pior dos casos os estudantes das outras unidades. Como esse pessoal tem a coragem de dizer q representa a maioria da universidade, e de cobrar qq atitude democrática de quem quer q seja.

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  12. Cada vez que eu leio algum material do movimento de "greve" da usp, fica mais claro nenhum argumento plausivel é capaz de mostrar o quão absurdo é esse movimento, e principalmente o apoio dos supostos "representantes dos estudantes a ele". Esse tipo de movimento me parece muito mais um fanatismo religioso com o uso de força extrema e desnecessária, do que um movimento que tenta consiliar os interesses de estudantes funcionarios e professores usando a argumentação e razão.

    Minha vontade era mesmo de tentar argumentar alguma coisa aqui, mas creio q isso não gerará nenhum outro fruto se não o de mais indignação dos grevistas que por ventura leiam esse comentario.

    Seria ótimo se fosse possível dialogar com as pessoas que são favoraveis a esse tipo de movimento. No entanto, a partir do exemplo dos "grevistas", o uníco meio de se conseguir alguma coisa é por meio da violência, nesse caso a "greve". Isso eu me recuso a fazer.

    Eu fico um pouco preocupado... se as coisas estão nessa toada, se por acaso a greve não levar em nada, esse movimento começará a fazer algum tipo de luta armada? guerra civil....? eu acho q agente já está quase lá!
    Me parece que essa é a vontade de alguns membros desse movimento, principalmente quando eu vejo a forma pela qual eles interveem e comentam os atos daqueles que pacificamente se mostram contrarios a greve.

    daí eu me pergunto: facista ? eu ?

    abraço a todos, inclusive aos "grevistas"!

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